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Você sabe o que é a síndrome de Burnout? Conheça os sintomas e formas de tratamento

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A síndrome de Burnout é uma doença profissional grave, e é fundamental conhecer seus sintomas para identificá-la o quanto antes.

A síndrome de Burnout é o último nível da exaustão mental no trabalho, e deve ser levada a sério (Foto: Reprodução)

A síndrome de Burnout é uma doença profissional grave, e é fundamental conhecer seus sintomas para identificá-la o quanto antes.

De acordo com a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), cerca de 30% dos trabalhadores desenvolvem esse estado.

Por isso, é importante não apenas saber como identificar seus sintomas, mas também como tratá-los e evitar que voltem a se manifestar.

Pensando nisso, preparamos um conteúdo completo sobre síndrome de Burnout, com as principais causas e como buscar tratamento adequado.

O que é síndrome de Burnout?

A síndrome de Burnout, também chamada de “síndrome do esgotamento profissional” é um distúrbio psíquico causado pela exaustão mental extrema.

Ela está atrelada a uma rotina profissional estressante, podendo levar a quadros de depressão e ansiedade.

A síndrome é mais comum em pessoas cuja profissão exige intenso relacionamento interpessoal, como:

  • Psicólogos;
  • Assistências sociais;
  • Departamento de Recursos Humanos;
  • Agentes penitenciários;
  • Professores;
  • Atendentes de telemarketing.

Além de profissões onde existe o risco de vida, como bombeiros e policiais.

Diante de extrema pressão interna e externa, necessidade de reconhecimento e exigências profissionais, o trabalhador passa a apresentar sinais crônicos de estresse.

Com isso, sua vida pessoal também passa a ser afetada, de modo que ele não consegue se desvincular da rotina profissional para relaxar ou descansar, por exemplo.

Os primeiros estudos sobre a síndrome de Burnout ocorreram em 1974, por um médico americano. O nome da patologia vem da expressão “queimar até o fim”, representando o estado mental que os pacientes atingem.

O que causa a síndrome de Burnout?

Essa doença está relacionada ao estresse da rotina profissional, que pode ser causado por inúmeros fatores.

A princípio, cobranças extremas e a obrigação de cumprir metas são alguns dos motivos mais recorrentes.

Além disso, cargos de confiança e gerência também podem apresentar trabalhadores afetados pelo Burnout, por conta da necessidade de cumprir uma posição de nível superior.

Entre outras causas comuns, também é importante destacar:

  • Longas jornadas de trabalho;
  • Conflito com colegas e superiores;
  • Contato excessivo com o público, especialmente hostil;
  • Necessidade de bater metas;
  • Pouco tempo para descanso;
  • Grande responsabilidade.

Enquanto isso, pessoas com outros distúrbios também podem ter uma maior propensão a desenvolver a síndrome de Burnout.

Por exemplo, indivíduos extremamente perfeccionistas, com baixa autoestima ou medo de rejeição.

As causas se desenvolvem lentamente, com o tempo, de modo que se torna mais difícil identificar o quadro a tempo.

No entanto, uma das formas de diagnóstico de profissionais é a avaliação do histórico do paciente, bem como seu ambiente de trabalho.

Dessa forma, é possível associar esses pequenos acontecimentos ao surgimento da síndrome.

No entanto, é importante lembrar que a doença não está relacionada unicamente ao ambiente de trabalho.

Embora seja mais comum que se manifeste nessas condições, indivíduos expostos a outras situações semelhantes também podem desenvolver Burnout.

Por exemplo, mulheres que vivenciam a maternidade de maneira estressante ou com muita pressão. Ou, ainda, estudantes que sofrem de estresse e ansiedade na escola.

O acompanhamento terapêutico e psiquiátrico é essencial no diagnóstico da síndrome de Burnout (Foto: Reprodução)

Sintomas da síndrome de Burnout

Além de avaliar as causas externas, é essencial levar em consideração os sintomas que se manifestam de profissionais que já apresentam o distúrbio.

Primeiramente, o cansaço mental e físico se tornam excessivos, de modo que o trabalhador não consegue descansar em momento algum.

Em seguida, é comum o surgimento de irritabilidade e agressividade, junto da perda de apetite e dificuldade de se concentrar em atividades rotineiras.

Fora do ambiente de trabalho, o paciente pode manifestar insônia, sentimentos de derrota e tristeza excessiva.

Fisicamente, também é possível experienciar episódios de pressão alta, causados pelo estresse e pela dificuldade de relaxar.

Outros sintomas físicos podem incluir:

  • Dificuldade para respirar;
  • Transpiração excessiva;
  • Dores no peito;
  • Tremedeira;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Alergia e coceiras na pele.

Enquanto isso, a longo prazo, o paciente também pode apresentar negatividade constante, desânimo, isolamento social e dores de cabeça recorrentes.

É fundamental se atentar para a manifestação de um conjunto de sintomas, e relacioná-los ao ambiente tóxico e estressante do trabalho.

Tratamentos para síndrome de Burnout

A síndrome de Burnout deve ser diagnosticada por um profissional habilitado, geralmente psicólogos ou psiquiatras.

Dessa forma, será possível fazer o encaminhamento apropriado do paciente para o tratamento que melhor se enquadra na sua situação.

Usualmente, é indicado o uso de medicamentos para tratar os sintomas, e acompanhamento psicoterapêutico.

No entanto, é importante ressaltar que a síndrome de Burnout é uma manifestação de exaustão extrema, e os tratamentos visam abordar e reduzir os sintomas e as causas.

Por exemplo, com o uso de antidepressivos e medicamentos para combater insônia e ansiedade.

Ao mesmo tempo, se aplica o acompanhamento psicológico para tratar a ocorrência de outros sintomas, e diminuir a fadiga mental e física.

Além disso, é essencial pontuar que a síndrome de Burnout não tem exatamente uma cura.

Uma vez que ela se manifesta a partir de inúmeras situações e sintomas, o tratamento busca amenizar esse impacto e trazer uma recuperação a curto prazo.

Futuramente, sem os devidos cuidados e acompanhamentos, existe a possibilidade de uma nova crise de Burnout. Especialmente se o ambiente profissional não se alterar.

Dessa forma, é fundamental que o paciente realize um acompanhamento médico constante, e busque alternativas para evitar que o distúrbio ocorra novamente.

Em alguns casos mais graves, pode ser necessária a internação do paciente em um hospital apropriado.

No entanto, a síndrome de Burnout permite o afastamento profissional e licenças médicas, de modo que o indivíduo não precise se preocupar com sua situação.

Conclusão: Por que conhecer a síndrome de Burnout?

Apesar da síndrome de Burnout ser conhecida como um dos níveis mais alarmantes da exaustão mental, ela pode ocorrer de maneiras sutis.

Por exemplo, com a manifestação de sintomas mais leves, com um espaço de tempo menos constante, ou relacionados a outros ambientes.

Assim, é fundamental saber reconhecer quando a doença está se manifestando, e quando chega o momento de procurar ajuda profissional.

Dessa forma, é possível começar o tratamento antes que a síndrome comece a apresentar consequências mais graves e difíceis de serem tratadas.

A longo prazo, também é importante se atentar para o ambiente de trabalho e convívio, procurando alternativas para se desvincular de cobranças extremas e situações estressantes.

Com isso, o profissional não apenas poderá tratar sua síndrome de Burnout, como também evitar que ela volte a se manifestar no futuro.




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